Produção de mulheres pode virar prioridade na compra de alimentos para merenda escolar



Projeto sobre o assunto está em análise na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

Proposta (PL 6856/13) aprovada no final de outubro na Comissão de Seguridade Social e Família inclui grupos formais e informais de mulheres da agricultura familiar entre os prioritários na compra de alimentos para a merenda escolar. O texto originário do Senado também determina que quando os alimentos forem adquiridos de família rural individual, pelo menos metade da compra seja de alimentos produzidos por mulheres.
O projeto altera a lei de criação do Plano Nacional de Alimentação Escolar (Lei 11.947/2009), programa que atende alunos da educação básica da rede pública com a oferta de alimentação escolar e ações de educação alimentar e nutricional.
A lei em vigor já prioriza assentamentos da reforma agrária, comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas. Ela prevê que pelo menos 30% dos recursos financeiros repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação sejam utilizados na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural.
Na opinião da relatora na Comissão de Seguridade Social e Família, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), priorizar a produção de mulheres na aquisição de alimentos para merenda escolar fortalece a participação feminina na renda familiar e proporciona melhorias nas condições familiares no campo.
"Vai melhorar, sem dúvida, não só a questão da produção, mas a própria situação da mulher no campo. As mulheres no campo ainda precisam de muitas conquistas. Agora que nós abrimos para que as mulheres da agricultura familiar possam estar inseridas na questão da produção e também da venda, eu acho que muda sensivelmente, amplia sensivelmente o direito das mulheres à terra."
A proposta tramita agora na Comissão de Finanças e Tributação.
Reportagem – Bianca Marinho

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