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Foto:
Shutterstock
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O convite
da semana é para refletir sobre um tema delicado presente na maioria das
escolas: a fofoca. Comecemos por (re)tomar a consciência de que não
existe fofoca positiva, pelo simples fato de se tratar de uma prática
exercida sem a presença de quem dela é alvo. Essa constatação já
justificaria a extinção dessa prática, principalmente no espaço educacional. Contudo,
práticas como essa ainda são perpetuadas na maioria dos ambientes
profissionais.
A fofoca
surge, prioritariamente, de um julgamento negativo que se faz de uma pessoa ou
de um grupo. Na escola, até mesmo os desabafos sobre momentos mais
difíceis vividos em sala de aula (ou fora dela) costumam se tornar tema de
conversas desse tipo. É importante ressaltar que o dano não está no
desabafo, perfeitamente compreensível. O estrago acontece quando esses
conteúdos são repassados repetidamente, nos mais diversos espaços da escola e a
rádio corredor entra no ar.
Na
maioria das vezes, aquilo que seria um simples momento de exteriorizar uma
emoção – indignação, raiva, frustração, etc – toma sérias proporções. É o
efeito bola de neve: há uma queixa ou um comentário sobre alguém feito
para um colega, que repassa aquela informação para n outros sujeitos, emitindo
seus próprios juízos. E assim o tema da fofoca se distancia cada vez mais das
pessoas envolvidas na situação, que seriam as únicas com condições de
esclarecer o mal-entendido.
Qual
seria o antídoto para esse veneno das relações que é a fofoca?
O segredo é a assertividade. Ela colabora para que relações de confiança sejam construídas no ambiente escolar. O gestor necessita orientar a equipe a não fomentar comentários como “Posso te contar uma coisa?” e “Promete que não conta pra ninguém?”. Alguns questionamentos básicos têm de ser feitos para quem espalha a história: “Qual é a importância do que você está dizendo para nosso ambiente de trabalho?”, “Qual a sua intenção?” e “O que pode ser feito para resolver a situação?”
O segredo é a assertividade. Ela colabora para que relações de confiança sejam construídas no ambiente escolar. O gestor necessita orientar a equipe a não fomentar comentários como “Posso te contar uma coisa?” e “Promete que não conta pra ninguém?”. Alguns questionamentos básicos têm de ser feitos para quem espalha a história: “Qual é a importância do que você está dizendo para nosso ambiente de trabalho?”, “Qual a sua intenção?” e “O que pode ser feito para resolver a situação?”
Durante
todo o processo, o gestor deve ter uma postura firme para transformar a fofoca
em um assunto a ser tratado com seriedade. O objetivo é esclarecer que, se há
um problema, ele deve ser resolvido com quem é de direito.
Inúmeras
vezes, ao passar por situações em que nitidamente o tom da conversa se
aproxima de uma fofoca, minha fala é: “Se for algo que não possa ser
comentado publicamente, não me conte.” Ou então: “Você precisa falar
isso para quem é de direito. Gostaria que eu participasse da conversa?”. E
foi agindo assim que pude perceber que, aos poucos, a rádio corredor fica
com a audiência comprometida.
Devemos,
então, focar o que deu origem ao desabafo. Se é o comportamento de uma turma
que incomoda, pensemos sobre o que pode ser feito para resolver a situação.
Caso uma atitude da gestão tenha sido dura ou desrespeitosa, que se fale
diretamente sobre isso a quem compete ouvir. Enfim, nosso papel de educar
demanda uma postura em que sejam asseguradas a clareza e a especificidade
naquilo que falamos, características da assertividade.
Nós somos
responsáveis pelos nossos comportamentos. Portanto, se alguém não se comporta
de maneira assertiva, não precisamos fazer o mesmo!
E no seu
ambiente de trabalho, já se deparou com situações que acabaram virando fofoca?
Como você agiu diante disso? Compartilhe conosco!

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