Plano de Ações Articuladas: planejamento da Educação para o ciclo 2016-2019
(Foto: João Bittar/ Unesco - MEC)
"Esse
plano interfere no orçamento e realidade das escolas. Por isso, é
essencial que as secretarias de Educação se preparem para o
preenchimento adequado do PAR", afirma Maria Edineide de Almeida Batista...
É
momento de os novos dirigentes municipais e estaduais de Educação
conhecerem, revisarem e preencherem o Plano de Ações Articuladas (PAR),
criado em 2007. Esse é o instrumento por meio do qual estados e
municípios recebem apoio técnico e financeiro do Ministério da Educação
(MEC) através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Por
meio do PAR, estados e municípios devem indicar a situação atual da
Educação da rede, os desafios que precisam ser enfrentados e o que deve
ser realizado nos próximos 4 anos. Também devem informar o que será
feito com recursos próprios e as ações que precisam de apoio técnico e
financeiro do governo federal.
O
ciclo atual do PAR refere-se ao período entre 2016 e 2019. Ao todo são
quatro etapas: diagnóstico, elaboração do plano, pactuação e repasse dos
recursos para a execução das ações. A primeira etapa já está disponível
para preenchimento das redes no Simec (Sistema Integrado de
Monitoramento Execução e Controle do Ministério da Educação – simec.mec.gov.br)
e é preparatória para as demais. Nesta etapa, estados e municípios
devem realizar um diagnóstico minucioso da realidade educacional local,
para, com base nele, propor o desenvolvimento de um conjunto coerente de
ações que serão registradas posteriormente.
Dia
16 de março, participei de uma videoconferência sobre o PAR ao lado de
Maria Angelica Floriano Pedrosa, Chefe da Divisão de Apoio aos Programas
Especiais do FNDE, e tivemos a oportunidade de responder dúvidas e
procurar explorar o assunto na prática. A videoconferência foi
organizada pela plataforma Conviva Educação, iniciativa da União
Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) com um grupo de
parceiros, entre os quais o Movimento Todos pela Educação. A
videoconferência completa você pode assistir na íntegra aqui: http://convivaeducacao.org.br/galeria/227
Em
2014, o PAR representou 13% do orçamento de R$ 55 bilhões do Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Entre 2007 e 2016, foram
mais de R$ 32 bilhões investidos em todos os estados e na grande
maioria dos municípios brasileiros. Por concentrar a execução de vários
programas, permite melhorias relacionadas à gestão educacional, formação
de professores e de outros profissionais, aprimoramento de práticas
pedagógicas, avaliação, infraestrutura física e outros recursos. O
impacto é enorme: interfere em mais de 188 mil escolas, em quase 50
milhões de alunos e nos 2 milhões de profissionais em funções docentes
da Educação Básica.
Levando tudo isso
em consideração, é essencial que as secretarias de Educação priorizem o
diagnóstico e o planejamento e façam o preenchimento adequado do PAR.
Maria Edineide de Almeida Batista é Secretária de Finanças da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)
Fonte: Estadãohttps://goo.gl/gyzFmP
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